Mestres… Verdadeiros ou falsos?

Written by Administrator. Posted in Artigos Mestre-Alunos

Nada há que se preocupar com este detalhe da vida humana. Todos, enquanto homens, racionais, pensantes, possuímos as mesmas capacidades e, por conseguinte, responsabilidades. Cada um exterioriza sua face interior da maneira que lhe for mais conveniente e necessária.

Principalmente nos dias hoje, penso que a vida, seja ela marcial ou não, é feita de trajetórias e ciclos; isso significa que em cada momento uma nova provação. Verdade e mentira, verdadeiro ou falso, são percebidos, não pelos demais, porque isso pouco importa na história pessoal de cada um, mas pela consciência que carregamos dentro. Quantos no passado se diziam verdadeiros, poderosos, e, no entanto, já não se encontram mais em suas jornadas pessoais? Isso não quer dizer que seja falso ou verdadeiro, mas que a sua história pessoal possui trajetórias diferentes em diferentes lugares.

Eis então que, por retidão, entendemos a qualidade positiva que encontramos em um dado ato. Logo, positividade é o poder benéfico e negatividade o maléfico daquele ato, observados em suas conseqüências. É, portanto, a favor da moral um ato benéfico; e contra a moral um ato maléfico; em ambos os casos, tanto em relação a um indivíduo isolado, à coletividade. Todavia, vale lembrar que cada um é responsável unicamente por suas atuações. É aí que digo que não há com o que se preocupar.

O ato benéfico produz vantagem, e o maléfico desvantagem. Mais exatamente podemos dizer que é moral o que é benéfico ou pseudo-maléfico perante a vida interna, pessoal, intransferível... Ponto de referência que estabelece os verdadeiros fins da vida; e imoral o que é maléfico ou pseudo-benéfico, porque segue fins falsos e ilusórios. Assim pode ser benéfico o que nos faz sofrer e maléfico o que nos causa prazer.

Contudo, no campo moral a positividade ou negatividade toma a forma adaptada a satisfazer os fins que a vida se propõe realizar, segundo o plano de evolução, onde ela se encontra e trabalha naquele momento. Sempre que me escrevem dizendo algo deste, daquele mestre, penso: tomara que consiga se libertar desta observação. Digo porque quando interagimos com algo nos tornamos aquilo.

Se um mestre é verdadeiro, se sua história pessoal tem à ver com o que está realizando, isto lhe renderá frutos e os anos passarão como dias. Os que são passageiros, logo descobrem que é melhor pescar em outro rio até encontrarem seu habitat natural. Existem ainda aqueles que de galho em galho não chegam a lugar algum.


“Era uma vez, um homem que só via
e realçava o mal em tudo o que fazia.
Um dia ele morreu e "partiu dessa para uma melhor".
Só que do lado de lá
havia um companheiro que não largava do seu pé,
e o acompanhava o tempo todo.
Era um verdadeiro "mala":
egoísta, pessimista, mal-humorado,
critiqueiro, mal-agradecido,
e que só sentia-se bem quando estava mal.

O homem, não o suportando mais,
foi a um anjo e implorou:
"Por favor, livra-me da companhia daquele sujeito,
eu já não agüento mais..."

O anjo, entre admirado e compadecido, respondeu:
"Mas não há nenhum companheiro.
Aqui só existe um sistema de espelhismo,
que faz com que cada um veja
e conviva com o que formou de si mesmo.
Depende somente de você libertar-se dele"
(Autoria Desconhecida)