Dos sentidos humanos em divergência

Written by Jordan Augusto. Posted in Artigos e Crônicas

“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música.” (Friedrich Nietzsche)

Diz-me um aluno: "…mas e seu for vítima de inveja, de críticas?..” Aquele que quer seguir, perseguir seus objetivos, deve estar pronto a, primeiramente, descobrir quem ele é; do que ele está feito. O mundo, e isso não é de agora, é um grande pandemônio quando a nossa presença, trabalho, ou o que seja, é ameaça para alguém. Se isso for visto de maneira positiva, que é o melhor, você saberá que está no caminho correto. Do contrário, pode ser que seus dissabores sejam seus melhores professores.

Isso significa que é de lógica elementar a compreensão de que a estabilidade só se obtém com o equilíbrio. Desde que minha vida se modificou para melhor, que meu trabalho foi reconhecido e que as sementes germinaram, e hoje, ao se converterem em árvores frondosas, geram frutos sadios, vejo que não podemos ser a parte ruim que o outro deseja que sejamos. Nada pode ser sano quando as suas convicções são parte de um esmagamento que está sustentado pelo engano. “O ser refutável não é o menor dos encantos de uma teoria.” – disse Friedrich Nietzsche.

De todas as formas, a vida reverbera em lições cotidianas que nos fazem despertar para nosso mundo, onde os panoramas existem em divergentes condições. Em todo lugar que se vá a competição é o ponto chave da luta pela sobrevivência. Se você fizer bem o seu trabalho, se for incansável em suas jornadas, cedo ou tarde os frutos surgirão. Por outro lado, as realidades que estão mais vigentes em nós, indubitavelmente, são as que nos cobrarão sempre uma posição em relação aquilo que estejamos vivenciando.

No entanto, observando em profundidade, na maioria de nós, as emoções negativas obscurecem a capacidade de ver a nossa natureza real e, com isso, somos vítimas de nós mesmos. É natural que o oposto seja o que mais brilhe neste tipo de ocasião; o ser, entristecido, amargurado, tenta agarrar-se à primeira oportunidade de felicidade; porém, sem perceber, este está atado ao sofrimento por acreditar que são coisas reais. Por conseguinte, cheio de razão apoiada por ações desajeitadas e ignorantes, constrói o seu próprio calvário. Sim, tristemente é assim!

Em um dia destes, em profunda meditação, me vi afundando em um rio de águas cristalinas; a sensação de plenitude me fez regozijar em minhas feridas... Em seguida, toda aquela plenitude desapareceu: as feridas eram mais fortes! E assim, a humildade nos ensina que não podemos ser, nem nos crer árbitro de tudo. Em nós a vida esvanece e cresce sem aptidão ou forma: ela simplesmente acontece. O problema é que nós já não percebemos o que nos faz mover em meio a este organismo complexo e perfeito, de forças muito mais inteligentes e poderosas.

“Mesmo o mais forte tem seu momento de fatiga.” (Friedrich Nietzsche)