Percepção… Do tempo desigual!

Written by Jordan Augusto. Posted in Artigos e Crônicas

Albert Einstein dizia que “O tempo é relativo e não pode ser medido exatamente do mesmo modo e por toda a parte.”

Bem, começo a escrever este artigo no Aeroporto de Munique na Alemanha; é madrugada, meu tempo é curto - o que me leva a pensar que eu seguirei escrevendo no avião. Visto que o tempo, sempre ele, agora mais depressa do que nunca, me obrigará a deixar o que estou fazendo “agora” para seguir viagem até meu destino final no Brasil – onde estarei por alguns dias, constato que este agora é relativo, tal como o tempo que me obriga. Pode ser uma forma de observação analisar que o tempo nada mudou; nós é que mudamos a nossa maneira de interatuar com ele. Você já parou para pensar como você constrói a sua visão sobre o seu tempo?

Olho para os demais, todos apressados, maletas caindo, os olhos continuamente consultam o relógio... Antigamente, pelo menos é a impressão vigente em minha construção sensorial (hipotética e, em tom de brincadeira, olhando apenas pela janela lateral da verdadeira análise), o tempo era mais sensível às nossas necessidades, seria isso? Em verdade, a nossa mente é que possui um referencial em relação a este tempo que rebota de relógios e relógios; e, assim sendo, prefiro relaxar, deixar as coisas fluírem em cada momento, nascerem e morrerem em cada instante.

Isto é, quando a mente está quieta, dentro daquilo que observamos, e isto é particular de cada um, o universo de hoje pode ser ateu, anarquista, delinqüente, o ser de agora – cheio de verbo e razão - pode crer-se cidadão do caos, árbitro de liberdades impossíveis, mas não é senhor de si mesmo: isto é coisa de outros tempos... Escravo das imposições, suas revoltas reluzem as sínteses que leva dentro; as suas constrições e argumentos esbarram na casa dos direitos, que todos sabemos que já não mais os temos: tudo é uma engrenagem!

Ainda assim, o homem é senhor de suas realidades e, consciente disso, é possuidor da maneira como observa cada acontecimento em seu entorno. O que, quando apoio meus pés “nas paredes da reflexão”, tal visão me remete à idéia de que ainda que “estar”, “permanecer”, à mercê da desordem e da ilusão, signifique estar inserido nesta nova sociedade tecnológica e veloz, a minha realidade construo eu. Da minha mente e consciência cuido eu!

Toda esta idiossincrasia que crio aqui, ainda que em referência à minha maneira de pensar (sempre buscando a lucidez), desenvolve-se como forma de investigação, de auto-observação; o que, por sua vez, livre de amarras e “por vir”, quando as leis de todos os fenômenos – temporais ou não - nos falam de ordem, a proposta central é partir de um ponto de perspectiva onde a minha verdade possa ser questionada por mim mesmo e, a partir daí, construir uma nova visão rumo ao progresso pessoal e evolutivo.

Por este viés, o tempo que nos parece menor, a vida que nos parece mais acelerada, repercute no vértice de minhas elucidações: seria mais útil e sábio para mim aprender a me harmonizar com essas forças sociais que jamais poderão ser dominadas por nossa dissonância; e tal como diziam grandes pensadores de séculos distintos: “esmagam-nos se contra elas nos rebelamos!”

Eis que diante do tempo nos descobrimos, padecemos e morremos. Certamente que em sentido conotativo, a vida reverbera em nós sob um prisma de afirmações jamais absolutas, porque não acredito nelas, visto que possuímos, todos, versões da vida e o que ela nos oferece. Desta forma, não é insensata a conduta de desobedecer o tempo, uma vez que ele é o mesmo.

NADA COMO O TEMPO

“Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! (Desconhecido ou ignorado)